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Moradores de Rua: O Que Está Sendo Feito de Fato?

SBS

Por Gilmar dos Passos 6 min de leitura

Nesta semana, o Jornal Liberdade recebeu imagens que mostram a frente do ambulatório municipal de fisioterapia de São Bento do Sul tomada por andarilhos. A presença crescente de pessoas em situação de rua não é uma exclusividade da cidade, mas um reflexo de uma crise social que se espalha por diversas regiões do Brasil.

Nos últimos meses, tem se tornado comum ver prefeitos de várias cidades gravando vídeos enquanto retiram moradores de rua dos espaços públicos. No entanto, o que esses vídeos não mostram é o destino dessas pessoas após a remoção. Para onde estão sendo levadas? Quem se responsabiliza por garantir moradia para elas? Elas receberão tratamento adequado para suas condições, muitas vezes agravadas por vícios em substâncias químicas?

A questão da população em situação de rua é complexa e exige mais do que ações midiáticas. Simplesmente recolher essas pessoas das ruas e exibi-las em vídeos como se o problema estivesse resolvido não é suficiente. O que acontece após a remoção? Para onde vão essas pessoas depois dessa suposta ajuda? Quem se responsabiliza por sua reintegração social?

O debate sobre a situação dos moradores de rua deve ir além de medidas paliativas e alcançar políticas públicas eficazes, que ofereçam não apenas abrigo temporário, mas soluções concretas e sustentáveis. Moradia, oportunidades de trabalho e apoio psicológico são essenciais para que essas pessoas possam reconstruir suas vidas.

Enquanto as ações se limitarem à remoção sem planejamento de longo prazo, continuaremos vendo apenas um espetáculo sensacionalista, sem qualquer impacto real na vida daqueles que mais precisam. É urgente que se pense em soluções verdadeiras para esse problema social, garantindo dignidade e reais oportunidades de mudança para essa população.